A escola que estamos construindo: Ivan Baron e Pietra Azevedo debatem diversidade e inclusão na educação no Seminário Crescendo Juntos
- Amanda Costa
- 26 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de nov. de 2025

Um dos paíneis apresentados durante a programação do Seminário Crescendo Juntos discutiu a Educação, cultura e diferença: a escola como espaço de potencialização das diversidades.
O momento foi mediado por Amanda Raquel, doutora em Antropologia pela UFRN e contou com a presença do influenciador e ativista na luta anti capacitista, Ivan Baron e pela professora e antropóloga, Pietra Azevedo.
Durante o seminário, Ivan e Pietra falaram sobre as dificuldades, superações que os atravessaram no contexto escolar e como isso marcou a forma como eles pensam a diferença. Pietra descreveu sua relação com a educação de amor e ódio. “Amor porque foi a educação que me trouxe até aqui e ódio porque foi nesse ambiente que entendi o que são diferenças”, afirmou.

Para o influenciador Ivan Baron, episódios sutis vividos na infância revelaram formas de exclusão presentes no cotidiano escolar. “Uma fila que andava sem me esperar, um recreio em que eu ficava de lado sem poder correr com meus colegas. Essas experiências me mostraram que os educadores precisam enxergar o estudante para além de qualquer laudo e o incluírem”.
A educação como acolhimento
Em um dos momentos da conversa, os participantes foram convidados a refletir sobre como a educação pode se tornar um espaço de acolhimento e pertencimento. A discussão destacou que esse sentimento não se constrói apenas por grandes iniciativas, mas principalmente por práticas cotidianas que fazem cada estudante se sentir visto e reconhecido.
Neste momento, a professora Pietra estabeleceu um contraste entre suas memórias de alfabetização do início do milênio e sua experiência recente como professora em uma escola da periferia do interior. Ela afirmou estar surpresa positivamente com as mudanças entre os estudantes.
Ivan ressaltou que a educação só se torna, de fato, um espaço de acolhimento quando a inclusão deixa de ser um discurso idealizado e passa a orientar práticas concretas e cotidianas. Segundo ele, esse movimento exige dos educadores a humildade de reconhecer suas próprias lacunas e a disposição de transformar rotinas, ajustando ritmos, estratégias e acessos.
A escola do Futuro
Por fim, os convidados foram questionados sobre as expectativas da educação do futuro seja realmente transformadora. A partir disso, Pietra falou que sua esperança era a escuta.
“Quando a gente escuta de verdade, a gente multiplica histórias, amplia saberes e dá visibilidade às experiências que foram silenciadas por tanto tempo. A diversidade precisa ser potencializada, não abafada, e isso só acontece quando abrimos todos os palcos e espaços para quem historicamente foi excluído”, afirmou a professora.
Já o influenciador Ivan Baron, falou sobre as garantias legais da inclusão. “inclusão não é favor, é direito. O que esperamos é que a Lei seja realmente garantida e para isso, precisamos dos educadores. Que eles também lutem e abram esse caminho”.



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